Na contemporaneidade os recursos tecnológicos digitais ganham espaço em todos os setores sociais, sendo assim, na educação não poderia ser diferente.
Contudo muitas são as dificuldades e empecilhos para que a prática pedagógica fundamentada nas novas tecnologias seja efetivada.
Baseada nessa tese foi criado este blog, com o intuito de possibilitar uma discursão a respeito do uso das tecnologias digitais nas ações pedagógicas do ensino fundamental.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
PEDAGOGIA
DA AUTORIA
Carmen Moreira de
Castro Neves*
Especialistas em educação são unânimes em
reconhecer que as novas tecnologias da informação e da comunicação
revolucionaram a educação a distância, possibilitando interações que abrem
caminho para processos educacionais com elevado padrão de qualidade e que se
refletem na educação presencial, dando-lhe uma nova dinâmica. Podemos
considerar que evoluímos quando não adjetivarmos mais a educação com presença
ou distância e soubermos integrar harmoniosamente espaços e tempos de
aprendizagem, trabalho individual e colaborativo, a produção de textos, sons e
imagens. Trata-se de aprender de forma intencional, profunda e ética,
valorizando os sujeitos – educadores e alunos. Para vencer esse desafio sempre
adiado de valorização dos sujeitos, posto há muito por grandes educadores, o
texto propõe a pedagogia da autoria, partindo do programa TV Escola e do
curso Mídias na Educação, mas indicando sua relevância em todos os
processos educacionais, inclusive na formação profissional.
Não existe ensinar sem aprender e com isto eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende, de um lado, porque reconhece um conhecimento antes aprendido e, de outro, porque, observada a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se, sem o que não o aprende, o ensinante se ajuda a descobrir incertezas, acertos, equívocos. PAULO FREIRE – Carta aos professores
"O grande segredo é me aproximar o mais rápido possível da linguagem
dos meus alunos, se não consigo conversar, me comunicar, ele não
aprende." Nilbo Nogueira
NOSSAS EXCURSÕES E O APOIO DAS MÍDIAS
TECNOLÓGICAS
Na Escola em que trabalho são feitos
alguns projetos que incluem o uso das mídias tecnologias no processo de ensino
e aprendizagem. No entanto, devido à falta de familiaridade de alguns professores
com os recursos tecnológicos mais modernos, o trabalho acaba se tornando muito
tímido, e até certo ponto desinteressante para os alunos, que, diferente da
maioria dos professores, usam frequentemente variadas ferramentas tecnológica
para interagir com as pessoas, brincar, fotografar, filmar, divulgar notícias,
em fim, as mídias tecnológicas fazem parte do cotidiano dos nossos alunos.
Precisamos apenas direcionar estas habilidades para o uso pedagógico.
Há alguns anos temos um projeto na
Escola que leva os alunos do 9º ano para conhecer os principais pontos
turísticos de Salvador, capital do nosso estado. A excursão tem o objetivo de
proporcionar aos alunos, uma vivência em novos ambientes geográficos, de forma
a trazer uma aprendizagem significativa, além de, oportunizar o reconhecimento
da formação cultural e social do povo baiano, promover a interação entre alunos
e professores fora do ambiente escolar e desenvolver a cidadania.
No ano de 2011 optamos por iniciar
nossa viagem pelo laboratório de informática, fazendo com que nossos alunos
tivessem acesso, através da rede, a lugares que posteriormente iriamos conhecer,
incluindo sua localização, suas histórias e curiosidades. Os alunos procurariam
usufruir de todo processo como sujeito ativo, que age e constrói sua
aprendizagem, usando a internet com responsabilidades e censo crítico, tendo o
professor como mediador e enriquecedor deste momento.
Para tanto, dividimos a turma em
grupos e informamos quais seriam nossos destinos; Farol da barra, Ponta de
Humaitá, Solar do Unhão (Museu de Arte Moderna), Mercado Modelo, Igreja do
Bonfim, Elevador Lacerda, Plano Inclinado e Pelourinho. Cada grupo ficou com um ponto turístico,
determinado através de sorteio. A partir daí, deveriam fazer suas pesquisas na
internet, e apresentar aos demais colegas através da TV pendrive, do data show
ou qualquer outro recurso. Com isso a turma faria a excursão já com um
conhecimento prévio dos lugares a ser visitados, o que despertaria uma
expectativa diferente da mera diversão da viagem.
Na excursão, continuaria a
responsabilidade dos grupos, que deveriam usar câmaras digitais e os celulares
disponíveis para registrar espaços e momentos significativos, com o objetivo de
produzirem, com a ajuda do computador, trabalhos contendo fotos, comentários e
vídeos sobre os lugares visitados, para que, em momento oportuno, fossem
socializados com toda comunidade do colégio.
O trabalho foi bastante proveitoso,
foi perceptível o maior interesse dos alunos pelas informações a respeito dos
espaços visitados, e como consequência, a aprendizagem foi mais significativa.
Quanto aos trabalhos apresentados pós-viagem,
foram produzindo dentro das possibilidades de cada grupo, trazendo fotografias
e informações pertinentes, que deixaram a comunidade escolar muito entusiasma.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
" A escola pode ser um espaço de inovação, de
experimentação saudável de novos caminhos. Não precisamos romper com tudo, mas
implementar mudanças e supervisioná-las com equilíbrio e maturidade." (
José M. Moran)
POSSIBILIDADES DE VOOS
O professor, que é o mediador do processo de aprendizagem, deve
organizar antecipadamente um planejamento, buscando estruturar caminhos
adequados numa sequência didática bem elaborada, a fim de que as estratégias
utilizadas possam promover ações que envolvam o aluno, determinando o valor
significativo de sua aprendizagem.
Com o uso das novas tecnologias é possível vincular o aprendizado
escolar a outras realidades, proporcionando que outros temas possam ser
explorados de modo mais amplo, promovendo informações extracurriculares,
pesquisas,além da possibilidade de
socializar conhecimento e opiniões num processo de interação inovador e
interessante. As TIC possibilitam um processo mais dinâmico na relação ensino
aprendizagem, possibilitando a comunicação e a socialização entre outros
indivíduos ou grupos, estimulando a pesquisa e a autonomia do aluno.
É papel fundamental do professor que utiliza as TIC estimular e orientar
o aluno a usar de forma responsável e bem orientado os recursos tecnológicos
disponíveis, lembrando que a diversidade de conteúdo na internet requer
cuidado, atenção e uma boa orientação do mediador, para que as pesquisas sejam
úteis e a aprendizagem aconteça de forma satisfatória.
São muitos e variados os recursos possibilitados pela internet: sitio, páginas,
homepage, salas de bate papo, correios eletrônicos, blogs, enfim uma infinidade
de serviços que podem auxiliar o processo ensino aprendizagem. No entanto,
convém ressaltar que o uso da internet não deve distanciar o professor do
aluno, e sim buscar recursos inovadores e diferenciados com finalidades
enriquecedoras.